ESTUDOS DE CASO - SEMINÁRIO VIRTUAL - PÓS TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO
Origem: Wiki EscolaBR, a enciclopédia livre.
SEMINÁRIO VIRTUAL/ESTUDO DE CASO I/GRUPO C/PR 01/PSD
COMPONENTES - GRUPO C - PR_01 - PSD
Bette Prado Tutora da Turma
Neuzeli B. Costa de Lima
Nilva Ropelatto
Marli Regina Fernandes da silva
Washington Roberto Lerias Coordenador
Orientações da Produção
- Ficou concordado que usaremos as mídias integradas para a nossa elaboração.
- As postagem dos nossos trabalhos se darão das seguintes formas:
- Inicialmente usaremos uma página wiki para a escrita colaborativa do nosso tema, depois cada qual apresentará um estudo de caso na sua área com a utilização das mídias em power point, uniremos os trabalhos numa apresentação única e finalmente criaremos um blog para a divulgação destas e de outras produções dos colegas de curso.
- Para tal usaremos como ferramentas de interações, síncronas e assíncronas, fóruns e chats do e-proinfo, do portal dia-a-dia educação na página dos educadores http://www.seed.pr.gov.br/portals/portal/educadores.php?PHPSESSID=2006111014014226 e msn, a comunidade de tecnologias em educação do orkut http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=23100549 , a WIKI da escolabr nesta página e por fim o blog do grupo TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO.
- Em suma descreveremos o estudo de caso, apresentaremos um tema geral com o uso pedagógico das mídias integradas e exemplificaremos em forma de apresentação a sua utilização e importância nas áreas dos elementos do grupo dialogicamente, utilizando-se de softwares e ferramentas de integração de mídias, como powerpointer, blog entre outros.
- Ficou concordado também que as quintas-feira ás 10h serão para conferências do grupo em chat na sala de bate-papo da disciplina no e-proinfo.
- Sempre que pudermos estaremos on-line no msn para articularmos as ações
- Todas as decisões e novidades serão postadas no fórum do eproinfo que deverá ser consultado periodicamente.
ESTUDO DE CASO
O que é?
Estudo de Caso
Segundo YIN(1989, p.23), apud Bressan, 2000), o estudo de caso é “uma inquirição empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real”, no qual os comportamentos relevantes não podem ser manipulados, mas onde é possível se fazer observações diretas e entrevistas sistemáticas. Caracteriza-se pela “capacidade de lidar com uma completa variedade de evidências - documentos, artefatos, entrevistas e observações” (YIN,1989,p.19,apud Bressan, 2000).
O Estudo de Caso é preferido quando: o tipo de questão de pesquisa é da forma “como” e por quê?; Quando o controle que o investigador tem sobre os eventos é muito reduzido; ou quando o foco temporal está em fenômenos contemporâneos dentro do contexto de vida real.
A necessidade de se utilizar a estratégia de pesquisa “Estudo de Caso” deve
nascer do desejo de entender um fenômeno social complexo.
Um Estudo de Caso é uma pesquisa empírica que:
Investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto real;
As fronteiras entre o fenômeno e o contexto não são claramente evidentes;
Múltiplas fontes de evidências são utilizadas.
Aplicações do Estudo de Caso:
Explicar ligações causais em intervenções ou situações da vida real que são complexas demais para tratamento através de estratégias experimentais ou de levantamento de dados;
Descrever um contexto de vida real no qual uma intervenção ocorreu;
Avaliar uma intervenção em curso e modificá-la com base em um Estudo de
Caso ilustrativo;
Explorar aquelas situações nas quais a intervenção não tem clareza no conjunto de resultados.
Fonte:
"Case Study Research: design and methods" Robert K. Yin
Tradução e síntese: Prof. Ricardo Lopes Pinto
Adaptação: Prof. Gilberto de Andrade Martins
O que é estudo de caso?
O estudo de caso é um dos vários modos de realizar uma pesquisa sólida. Outros modos incluem experiências vividas, histórias, e a análise de informação de arquivo (como em estudos econômicos). Cada estratégia tem vantagens e desvantagens que dependem de três condições: 1) o tipo de foco da pesquisa; 2) o controle que o investigador tem sobre eventos comportamentais atuais, e 3) o enfoque no contemporâneo ao invés de fenômenos históricos.
Em geral, estudos de casos se constituem na estratégia preferida quando o "como" e/ou o "por que" são as perguntas centrais, tendo o investigador um pequeno controle sobre os eventos, e quando o enfoque está em um fenômeno contemporâneo dentro de algum contexto de vida real.
Estudos de casos podem ser classificados de várias maneiras explicativos, cognitivos, expositivos. Porém o que iremos tratar neste trabalho é "estudo de caso explicativo".
[Fonte: http://recep.linkway.com.br/recep1999/estudo.html Guilherme Lima Hildebrand]
Sugiro a leitura de:Estudo de caso na prática educacional, José Luiz Belas - 1998 Relata uma revisão do artigo com o mesmo nome escrito em março de 1984
Estudo de Caso e Etnografia
Marli André (2003) destaca as diferenças entre estes dois tipos de pesquisas. A abordagem do estudo de caso vem sendo usada há muitos anos em diferentes áreas do conhecimento e aparece nos livros de pesquisa educacional, dentro de uma concepção bastante restrita, ou seja, o estudo descritivo de uma unidade, seja uma escola, um professor, um aluno ou sala de aula. Já o estudo etnográfico surgiu mais recentemente na literatura educacional numa acepção bem clara: a aplicação da abordagem etnográfica ao estudo de caso. Isto quer dizer que nem todos os tipos de estudo de caso incluem-se dentro da perspectiva etnográfica da pesquisa. Da mesma forma, nem todo estudo do tipo etnográfico será um estudo de caso. Para que seja reconhecido como um estudo de caso etnográfico é preciso que preencha os requisitos da etnografia e, adicionalmente, que seja um sistema bem delimitado, isto é, uma unidade com limites bem definidos, tal como uma pessoa, um programa, uma instituição ou um grupo social.
Estudo de Caso: seu potencial em Educação
O estudo de caso segundo Lüdke e André (1986) é o estudo de um caso, seja ele simples e específico, ou complexo e abstrato. O caso é sempre bem delimitado, devendo ter seus contornos claramente definidos no desenrolar do estudo. O caso pode ser similar a outros, mas é ao mesmo tempo distinto, pois tem seu interesse próprio, singular.
Características do Estudo de Caso
Visam à descoberta
Enfatizam a “interpretação em contexto”
Buscam retratar a realidade de forma completa e profunda
Usam uma variedade de fontes de informação
Revelam experiência vicária e permitem generalizações naturalísticas
Procuram representar os diferentes e às vezes conflitantes pontos de vista presentes numa situação social
Utilizam uma linguagem e uma forma mais acessível do que os outros relatórios de pesquisa
Desenvolvimento de um Estudo de Caso
Fase Exploratória: começa com um plano muito incipiente, que vai se delineando mais claramente à medida que o estudo se desenvolve
A Delimitação do Estudo: uma vez identificados s elementos chave e os contornos aproximados do problema, o pesquisador pode proceder a coleta sistemática de informações
A Análise Sistemática e a Elaboração de Relatório: consiste na organização da coletânea de informações, análise e apresentação aos informantes para que manifestem suas reações sobre a relevância e acuidade do que é relatado.
A Prática do Estudo de Caso: no planejamento ou desenvolvimento do estudo de caso, destacam-se a escolha do típico ou atípico e a questão da generalização dos resultados
A origem do termo “estudo de caso” remonta à pesquisa média e psicológica referindo-se à análise minuciosa de um caso individual, explicativo de patologias. Caracteriza-se o estudo de caso como uma modalidade de estudo nas ciências sociais, que se volta à coleta e ao registro de informações sobre um ou vários casos particularizados, elaborando relatórios críticos organizados e avaliados, dando margem a decisões e intervenções sobre o objeto escolhido para a investigação.
O estudo de caso pode-se dividir, segundo Trivinõs (1987) apud, Aidil Jesus da Silveira Barros e Neide Aparecida de Souza Lehfeld.
a) Históricos organizacionais, quando se trata de uma instituição que se deseja examinar.
b) Observacionais ligados à pesquisa qualitativa e participante, utilizando em alta escala a observação.
c) O estudo de caso denominado Histórias de Vida é uma técnica de pesquisa realizada através da avaliação de dados coletados em documentos e depoimentos orais registrados pelo pesquisador ou pelo próprio entrevistado.
As fases do delineamento do estudo de caso:
Delimitação da unidade;
Coleta de dados;
Análise e interpretação dos dados;
Redação do relatório.
Considerado como um tipo de análise qualitativa, o estudo de caso pode complementar a coleta de dados em trabalhos de pesquisa. O estudo de caso é uma tentativa de abranger as características mais importantes da delimitação da unidade que se está pesquisando, bem como seu processo de desenvolvimento, partindo de um pressuposto teórico, o caso propriamente dito se constrói no processo de pesquisa, à medida que se identificam os múltiplos fatores que concorrem para sua configuração. Essa técnica, estudo de caso, é flexível, podendo o pesquisador passar do contexto descritivo para o contexto interpretativo, à medida que sua pesquisa avance. Os estudos de caso podem ser feitos através do diário de pesquisa ou da história-de-vida do indivíduo, do grupo ou de um dado processo social. O diário de pesquisa é o registro cotidiano dos acontecimentos observados manifestações, conversas, atividades desenvolvidas, rotinas diárias em instituições e escolas, ele é acervo de dados a serem utilizados para análise final, o diário de pesquisa é um importante elemento de orientação do trabalho científico. As observações devem ser criteriosamente registradas, quanto mais sistematizados e detalhados forem os registros. As técnicas de estudo de caso podem ser aplicadas a qualquer tempo e a qualquer pessoa, família ou grupo, já que os critérios de normalidade ou anormalidade dos sujeitos pesquisados não interferem na técnica proposta.
ESTUDO DE CASO DO GRUPO(geral): A Importância do Uso Pedagógico das Mídias Integradas
JUSTIFICATIVA:
O estudo de caso escolhido visa analisar e compreender o papel das mídias integradas em projeto interdisciplinar no contexto escolar, seu poder gerenciador de permear e integrar o processo ensino aprendizagem. Aprofundar os estudos e a análise para compreender e divulgar as estratégias utilizadas em uma experiência no cotidiano escolar e proporcionar uma reflexão crítica da ação pedagógica coletiva, cuja finalidade é introduzir as mídias no processo educacional como meio articulador e mediador da aprendizagem com ferramentas do cotidiano e do conhecimento social dos jovens.
ESTRUTURAÇÃO:
A escola, enquanto organização, tem sido considerada, nos últimos anos, em todo o mundo, objeto especial de atenção não apenas como transmissora do conhecimento elaborado historicamente pela humanidade, mas entidade privilegiada para tornar realidade às pretendidas mudanças na educação e na sociedade. Medidas de descentralização do ensino e de democratização da educação trazem no seu bojo, propostas de melhoria da qualidade do ensino, e fortalecimento de um trabalho coletivo. A escola assume o papel de formação e a instrumentalização para a vida em sociedade, fornecendo o passaporte que os capacitem à cidadania e ao mundo do trabalho.
Daí decorre a imensa responsabilidade da escola como organismo social, vivo e dinâmico, uma cultura, que não se reduz ao somatório de salas de aula, onde os professores são individualmente responsáveis pelo trabalho pedagógico. Esse trabalho é tecido por uma rede de significados coletivos que se encarregam de criar os elos que ligam passado e presente na construção permanente da formação do cidadão. Nesse contexto, qualquer mudança na escola exige tempo e esforço, dedicação e disciplina. Requer, sobretudo, a construção partilhada de uma nova ordem que se prove mais adequada e mais efetiva e que garanta a segurança e a satisfação de todos os atores da escola: docentes, discentes, pais e funcionários.Trata-se de formular uma nova cultura da escola, o que supõe a substituição de paradigmas que orientavam a ação pedagógica por outros mais condizentes que acompanham a evolução científica e tecnológica do momento histórico vivido.
Propõe-se a mudança de uma nova cultura, construir novas políticas educacionais comprometida com a formação do cidadão.
Formar cidadão compromissado implica em formar indivíduo autônomo que tem direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei, ter direito e deveres civis. É participar do destino da sociedade. Portanto, a questão essencial da escola hoje se refere à qualidade da formação. E a qualidade está diretamente relacionada com os projetos das próprias escolas que são muito eficazes na conquista dessa qualidade do que grandes projetos vindos de fora e estranhos à realidade e à demandas da sociedade.
Vendo-se tecnologia como a ciência das relações e interações práticas e pelas quais a ação deve orientar-se, se pretender êxito no contexto educacional. Diante dos desafios educacionais não podemos fugir do aprimoramento científico e tecnológico, abrir espaço adequado à fundamentação técnica, à ocupação de espaço próprio, a tradições específicas de produtividade e pesquisa. Não podemos, viver à sobra de metodologias arcaicas e piegas. Cremos que devemos dar uma maior atenção às novas gerações em termos educativos. É necessário sermos objetivos, modernos, capazes de construir espaço próprio e que vamos ao encontro dos interesses dos jovens. Buscar a modernidade no trabalho pedagógico, significa o desafio que o futuro exige para as novas gerações, principalmente com traços científicos e tecnológicos. Adequar aos desafios do cotidiano de instrumentações e equipamentos técnicos, sobretudo do mundo da informação eletrônica; capacidade de entender, de questionar e de enfrentar novos problemas das sociedades como: econonomias, questões ambientais, questão da paz, ameaças à vida. A educação deve conduzi-la e ser-lhe o sujeito histórico, compreendendo os tempos novos, abarcar os anseios das novas gerações, perscrutar os rumos do futuro, dialogar com a realidade, inserindo-se nela como sujeito criativo.
Tomando-se a aprendizagem sob uma perspectiva construtivista, é fundamental uma interação entre o sujeito e o objeto de seu interesse (Nitzke, 2002). Sendo assim uma nova concepção pedagógica se faz necessária, sendo que aprender não está centrado no professor, mas no aluno, e sua participação determina a construção do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades cognitivas. É importante ressaltar que as diferentes mídias sejam utilizadas como recursos para garantir o desenvolvimento de ações até então impossíveis dentro do campo pedagógico, mas para isso é fundamental que o professor, sem ter a preocupação com sua área de atuação, possa conhecer as potencialidades e as limitações pedagógicas envolvidas nas diferentes tecnologias. “As tecnologias permitem mostrar várias formas de captar e mostrar o mesmo objeto, representando-o sob ângulos e meios diferentes: pelos movimentos, cenários, sons, integrando o racional e o afetivo, o dedutivo e o indutivo, o espaço e o tempo, o concreto e o abstrato” (Moran). O uso da Internet na escola pode favorecer a abundância de recursos que podem ser utilizados em situações de aprendizagem. Recursos bastante conhecidos são os sites de busca, propiciando e incentivando o aluno na pesquisa de informações e dados. Outro recurso que pode ser explorado educacionalmente são as ferramentas de comunicação, como: correio eletrônico, fórum de discussão, chats e blogs ou mesmo representar seu conhecimento no processo de construção de páginas, propiciando ao aluno envolver-se na atividade e, conseqüentemente, no processo de aprendizagem.
FERRAMENTAS INTEGRADORAS DE MÍDIAS
Todos sabemos que encontramos a integração das mídias nos processos de produção e difusão por qualquer mídia, mesmo em se tratando da impressa, porém existem algumas que são ferramentas essencialmente integradoras de mídias e tecnologias de informação e comunicação, cujo uso pedagógico deve ser previsto nos projetos escolares como motivadores e auxiliadores no processo de construção e desenvolvimento intelectual e emocional de cada indivíduo, incluindo-o e lhe integrando às grandes redes de comunicação e conhecimento, inclusive o tornando parte integrante e crítica da história da humanidade.
O computador e em especial a internet são ferramentas integradoras de mídias e apesar das dificuldades apontadas pelos colegas de curso, já fazem parte do cotidiano de uma parcela significativa da comunidade escolar e que possuem uma linguagem que agrada a maioria dos seus usuários, principalmente a parcela mais jovem que se sente atraída pelas suas possibilidades de processamento de informações e de comunicação, já se utilizam de ambientes virtuais disponibilizados pela internet, tais quais Flogs, Blogs, sites, salas de bate-papo, comunidades virtuais e tantos outros recursos, para socialização e construção dos seus saberes, bem como organização e divulgação de seus trabalhos.
Para tal precisam dominar as ferramentas disponíveis no computador como editores de textos, planilhas, softwares de apresentação, gravadores e editores de áudio e vídeo, bem como linguagens e códigos em html e java, exigidos para a construção de alguns blogs e sites, ou para melhorarem e incrementarem suas páginas com outros recursos e mídias interessantes. Estes ambientes virtuais podem muito bem serem transformados em ambientes de aprendizagem virtuais, porém os professores precisam buscar atualização e técnicas para o uso pedagógico destes ambientes e ferramentas.
É praticamente indispensável a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação na educação. Digo novas considerando que lápis, caneta, folha de papel, giz, lousa, etc, também são tecnologias e têm suas utilidades e vantagens. Mas é insofismavelmente mais eficiente e prática a utilização de meios mais sofisticados, que foram evoluidos para este fim, como a informática, por exemplo, capaz de produzir movimentos pré-programados, em softwares de apresentação e simuladores, tirando da linearidade com seus hipertextos e links, deixando as aulas mais dinâmicas; Professores e alunos podem construir Blogs, Flogs, sites personalizados para organização, registro e publicação dos seus trabalhos, bem como trocar informações, idéias e construir também textos colaborativos on-line, através da Wiki, com professores e alunos de outras instituições, participar de fóruns e criar comunidades virtuais educacionais, além de poderem produzir vídeos e Rádios Virtuais em podcasts para fins educacionais (leia O Uso Pedagógico de Rádio e Pod Cast). Diferentes das estações de rádio convencionais, da tv e da imprensa, que nos basta ouvir, ver e ler e que geralmente não nos exigem interação mas que também têm muitas vantagens e são muito atraentes, principalmente a mídia televisiva que exige o mínimo de esforço do espectador, mas que também avança para o processo de interatividade, principalmente com o surgimento da TV Digital e da veiculação televisiva via internet.
Considerando as mídias como extensões do nosso cérebro, a tv (monitor) como extensão da visão, microfone da fala e assim em diante, todas as mídias integradas e acessíveis, aplicadas à educação, permitirão o crescimento de uma mente coletiva capaz de unir as pessoas e diminuir a sua disparidade sócio-cultural.
EXEMPLOS DE APLICABILIDADES NAS ÁREAS DO GRUPO
ESTUDO DE CASO EM FÍSICA:
LINGUAGEM DA FÍSICA-MATEMÁTICA BÁSICA EM LOUSA VIRTUAL
Washington Roberto Lerias
RESUMO DO ESTUDO
Qual a importância de se trabalhar a matemática básica e interpretações de textos e formar a linguagem da física-matemática básica para o desenvolvimento intelectual, cultural e crítico do aluno do ensino fundamental? De quais formas a integração das mídias pode auxiliar esse processo de aprendizagem?
As mídias integradas no processo de construção da linguagem da física-matemática básica podem auxiliar uma mudança de paradigma muito importante para o ensino de física. Pesquisas e práticas indicam que as maiores dificuldades enfrentadas na disciplina de física são a falta de relação e domínio da matemática básica e a dificuldade de interpretar textos para resolução de problemas e compreensão das leis escritas e suas lógicas implícitas, que dificultam o raciocínio do aluno.
Um simples software de apresentação, se bem trabalhado, pode ser um interessante meio integrador de mídias, pois contém recursos como hiperlinks, hipertextos, reprodução de arquivos de sons e vídeos, além de movimentos e sonoplastias que servem para dar ênfase e chamar a atenção para algumas palavras ou frases chaves, além da possibilidade de disponibilizar na web. Isto aplicado à educação. É como se o seu quadro negro se ampliasse de forma a possuir esses recursos. Sites e alguns blogs já disponibilizam boa parte desses recursos e também podem ser integradores e/ou integrados a esse processo. Ambos podem ser construídos com a participação dos alunos, o que se torna em algo estimulador, pois todos gostamos de ver nossa contribuição e sermos reconhecidos por ela. Isto pode ser feito respeitando tanto a linguagem e as preferências do aluno, quanto a linguagem necessária para a compreensão de uma disciplina, para que haja o diálogo com entendimento entre docentes e discentes.
Para se estabelecer a linguagem da física-matemática básica, por exemplo, se faz necessária uma construção progressiva, passo a passo, os quais precisam estar relacionados, bem como às palavras e suas afins que formam o universo dos conteúdos de cada disciplina, fazendo paralelismos entre elas, bem como mostrando as suas diferenças. Para tal o professor pode utilizar os recursos de um software de apresentação para elaborar e registrar as suas aulas, tal qual ele a desenvolve no espaço da lousa, distribuindo nela os seus conceitos para a construção do conhecimento, com o apoio de todos os recursos já citados, ativando várias funções cerebrais que auxiliarão no aprendizado e na memorização do conteúdo.
Neste sentido resolvi desenvolver um material para apoio de professores e alunos, que relaciona a física e a matemática básica, levando-se em conta a seqüência lógica da formação de suas linguagens, seguindo as dimensões desde a zero (ponto), passando pelas unidimensão (reta), bidimensão (área), tridimensão (volume), quadridimensão (tempo) e todas as equações de movimento MRU, MRUV, Queda Livre, Movimento Parabólico, MCU, MCUV e Pêndulo Simples em apenas 21 slides com recursos audiovisuais, poesias, hipertextos e hiperlinks , fazendo um paralelismo entre a física, a matemática e códigos de linguagem e suas traduções, tal qual uma língua oriental, onde cada símbolo tem um universo de significados que estão relacionados através de lógicas fixadas pela Natureza.
VEJA AQUI O PROJETO COMPLETO
ESTUDO DE CASO EM MATEMáTICA
A IMPORTÂNCIA DAS EMOÇÕES NA APRENDIZAGEM MATEMÁTICA: UM ESTUDO DE CASO MÚLTIPLO COM ALUNOS DO 8º ANO.
Nilva Ropelatto Abreu
TIPO DE TRABALHO
O trabalho foi desenvolvido por Maria do Carmo Neves e Carolina Carvalho. Apresentado no SIEM realizado pela Seção de Educação Matemática da Sociedade Portuguesa de Ciências da educação, Santarém, 18 -19 de novembro de 2003. Este trabalho baseia-se numa tese de mestrado em Didática da Matemática, intitulado “Aspectos Afetivos e Emocionais nas aulas de Matemática em alunos de 8º Ano.”
REALIZAÇÃO E INSTRUMENTOS
Realizou-se o estudo com oito alunos de uma turma de 8º ano de uma Escola de 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, de Lisboa. A seleção dos alunos foi feita a partir de alguns documentos escritos e da observação de aulas. Os instrumentos utilizados na coleta de dados foram documentos diversos escritos pelos alunos, observação de aulas e entrevistas semi-estruturadas.
OBJETIVOS DO ESTUDO
1- Descrever contextos de sala de aula onde se identifiquem aspectos emocionais dos alunos;
2- Averiguar que vivências matemáticas passadas dos alunos se manifestam na sua forma de estar na sala de aula de Matemática;
3- Analisar alguns comportamentos mais freqüentes dos alunos que indicam a sua relação com a matemática;
4- Identificar condições que propiciem uma mudança positiva na relação dos alunos com a Matemática.
ALGUMAS CONCLUSÕES DESTE ESTUDO PARA A SALA DE AULA
Após análise dos resultados dos objetivo pretendidos no estudo, o texto coloca que é possível envolver os alunos emocionalmente na aprendizagem matemática através de práticas mais apelativas e eficazes que consequentemente, a médio ou a longo prazo farão mudar as suas concepções acerca da Matemática.
Por exemplo, o trabalho de pares, mediado pelo computador, pode ter algumas vantagens desde que se escolham atividades devidamente adaptadas ás necessidades dos alunos.
A utilização do Vídeo pode também ter a função de introdução a um novo tema ou conceito matemático ou ser usado no final de um tópico do programa como consolidação de conhecimentos.
O fato de se proporcionar aos alunos um maior envolvimento nas tarefas propostas, quer através de atividades de exploração que poderão realizar em grupo, quer a partir de uma discussão alargada à turma onde se promova o debate de opiniões, pode contribuir para a relação mais positiva com a matemática; a concretização de jogos pode constituir uma oportunidade valiosa para estimular o raciocínio dos alunos e promover a interação.
Veja o trabalho completo
ESTUDO DE CASO NA PEDAGOGIA I
PROJETO: Mídias Integradas a Projeto interdisciplinar na construção de um cidadão que promove a Paz no contexto escolar, familiar e social.
Neuzeli Benedita Costade Lima
OBJETIVO: Analisar o trabalho desenvolvido com o uso das mídias integradas no projeto interdisciplinar na construção de um cidadão que promove a “PAZ NO CONTEXTO ESCOLA, FAMILIAR E SOCIAL”.
O caso escolhido para análise e divulgação, acorreu no Colégio Estadual Nilo Cairo, Projeto “PAZ NO CONTEXTO ESCOLAR”. O tema escolhido para o projeto veio após análise coletiva dos envolvidos no processo de ensino do Colégio, mediante a situações conflitantes no cotidiano escolar em detrimento aos problemas gerados no contexto familiar e social. Refletir e buscar alternativas para mediar esses conflitos contemporâneos dos nossos jovens e estar atento à formação do cidadão consciente de seus direitos e deveres perante a sociedade. Nessa perspectiva buscou-se trabalhar em um projeto dinâmico, onde os alunos, familiares, corpo docente, administrativo e pedagógico envolveram-se em ações motivadoras de conscientização; pesquisa científica e de campo; trabalhos culturais, físicos e artísticos; gincanas e outras atividades interdisciplinares para atingir os objetivos propostos. Sendo assim, as mídias foram o elo de integração entre as áreas de estudo. As atividades foram propostas e desenvolvidas na interação dos meios tecnológicos e comunicação em todas os contextos: buscaram-se informações na Internet através das pesquisas como: localização, contexto histórico e período das guerras e suas conseqüências, (Geografia, História e Matemática); reações químicas e doenças (Química, Física e Biologia); análise de filmes no contexto histórico Guerra e Paz (Filosofia); Mensagens através da Internet, participação de bate papo em MSN com jovens e cartas (correio) para regiões em conflitos sociais e guerras (Português e Inglês), pesquisa cultural e artística retratando períodos de guerra e símbolos de PAZ (Artes) e gincana com questões pesquisadas em Internet, abordando o tema Guerra e PAZ (Ed. Física). Esse projeto extrapolou os muros e portões do Colégio, levando mensagens através dos meios de comunicação da cidade como: radios, jornal e TV. Momentos de reflexão sobre a PAZ em locais estratégicos como bancos, creches, escolas do Ensino Fundamental, Asilo, APAE, Núcleos de Ensino, Prefeitura Municipal e outros.
ANÁLISE DOS RESULTADOS:
Esse projeto surgiu das necessidades do cotidiano escolar. Os conflitos sociais geram indivíduos insatisfeitos, frutos desse contexto e não conseguem dissociar e gerenciar este estado emocional e o resultado reflete no processo educacional. Cabe aos educadores refletir sobre esse processo gerador e buscar alternativas de prevenção, através da conscientização, da reflexão sobre conduzir a uma consciência crítica de sua condição de cidadão que respeita e é respeitado enquanto indivíduo ativo da história individual e social. O uso das mídias como mecanismo gerenciador foi fundamental para o desenvolvimento da aprendizagem e divulgação do projeto teve marco referencial como ponto de partida e chegada na realização do mesmo.
Observou-se interesse na realização das tarefas, pois os instrumentos utilizados eram dinâmicos e fazem parte do seu cotidiano, onde os alunos se interagem no uso das mídias e tecnologias, enfim, as mídias são o cerne, a espinha dorsal na vida dos nossos jovens.
“A escola, como um espelho, reflete a sociedade. Porém, não sendo um objeto passivo, tem a capacidade de percorrer o caminho inverso e construir uma cultura de paz. A guerra e a paz, diz a constituição da Unesco, não estão fora do homem, mas dentro dele, na sua mente, A escola não pode afrontar exércitos ou gangues, mas pode efetivamente trabalhar com os valores, que constituem uma das grandes raízes da violência”. Jorge Werthein (Revista – Gestão em Rede-Novembro 2003- Nª 49)
O objetivo do projeto de desenvolver valores, solidariedade, humanismo, buscando a confraternização e a Paz entre a comunidade intra e extra-escolar alcançou êxito devido a utilização e a integração das mídias.
ESTUDO DE CASO NA PEDAGOGIA II
PROJETO:
GESTÃO ESCOLAR E INTEGRAÇÃO DE MÍDIAS
Marli Regina Fernandes da silva
OBJETIVO: Analisar o trabalho desenvolvido com o uso das mídias integradas no Projeto Gestão Escolar.
JUSTIFICATIVA: O estudo de caso escolhido visa analisar e compreender o papel das mídias integradas na Gestão Escolar de Pessoas, Pedagógica e de Serviços. Essa análise busca pontuar o uso das mídias em todos os setores no contexto escolar, onde não seria possível, sem o uso das mesmas a comunicação e a interação de ações participativas e coletivas.
APRESENTAÇÃO DO CASO: O caso em questão ocorre no Colégio Estadual Nilo Cairo, como forma de Gestão Escolar que integra diariamente o uso de mídias. Em toda metodologia descrita no projeto as ações de alunos, professores e gestores estão interligados nas diferentes mídias, com a finalidade de propiciar situações que favoreçam a aprendizagem.
MÍDIAS INTERATIVAS
As mídias que integram toda a ação do gestor escolar vêem contribuir e facilitar a comunicação dos envolvidos no processo.
Mídias utilizadas na interação das ações gestoras do Colégio Estadual Nilo Cairo:
Agenda escolar, livro didático, literatura, paradidático, jornal;
Aparelho de TV, vídeo, DVD , Rádio toca fitas com CD, Retro projetor, Projetor de slides, Antena digital e analógica, Tela eletrônica e Datashow;
Sistema de som no auditório, no palco e nas salas de aula;
Instrumentos musicais;
Laboratório de Ciências Biológicas, Laboratório Pedagógico, Laboratório de Informática e computadores em diversos setores com Internet e Biblioteca.
AÇÕES DESENVOLVIDAS
1. Gestão de Pessoas e Comunicação:
As ações desenvolvidas em Gestão de Pessoas e comunicação têm utilizado os recursos da mídia como facilitador da comunicação e divulgação dos trabalhos desenvolvidos.
Alunos: Conta com representantes em todas as decisões no processo democrático e coletivo através do Grêmio Estudantil. Para sua formação são promovidas palestras, excursões, visitas e outras atividades que vêem contribuir para o enriquecimento curricular. Para seu conforto e comodidade eles contam com um espaço de convivência onde tem TV, vídeo, microfone, DVD como também som nas salas de aula.
Professor: Palestras, encontros, seminários, confraternização são algumas atividades desenvolvidas para os professores com o uso das mídias, facilitando e a comunicação. Na sala dos professores temos TV, DVD e vídeo para informação nas horas de permanência na escola e intervalos.
Funcionários: Os funcionários participam dos encontros, palestras e outras atividades junto com os professores, como também reuniões em setores para tratar de assuntos específicos. Aos sábados participam da sala de agente de apoio como capacitação continuada.
Família: APMF são os representantes diretos dos pais, funcionários e professores nas ações coletivas, participam de reuniões convocados pela direção para assuntos gerais, palestras de assuntos pertinentes a educação de seus filhos com a utilização de TV e vídeo, datashow instalados no auditório de reunião da escola.
Comunidade Externa: Através da ação ativa do Conselho Escolar participam da gestão escolar em atividades sociais.
2. Gestão Pedagógica:
A Gestão Pedagógica está pautada nas Leis vigentes que regem o sistema de ensino, LDB, PCN, Diretrizes Curriculares.
PPP-Construído por toda a comunidade propondo por áreas os conteúdos e metodologias como: mostras, palestras, canto, dança, olimpíadas, apresentações artísticas, projetos especiais: Grupos Ambientalistas, Grupo Escoteiro, Fanfarra Estudantil, Bandas, Grupos de dança e de teatro, Reciclagem de lixo, Treinamento Esportivo, Pomar cientifico, Horta Escolar, Jardinagem.
3. Gestão de Serviços: Para desenvolver as ações de Serviços são utilizadas as mídias em todos os momentos.
Segurança: Temos a casa do caseiro, alarme em todos os setores, chaves padronizadas com os professores para abrir e fechar as portas das salas, dando segurança aos alunos em relação aos seus materiais,
Limpeza: O pessoal da limpeza está organizado por setor, minimizando os problemas e distribuindo os trabalhos entre o pessoal disponível. Os produtos de limpeza são feitos no laboratório da escola.
Secretaria: As atividades desenvolvidas pelo pessoal do serviço da secretaria estão divididas entre os componentes e com escala para atendimento ao público com freqüência informatizada.
Recursos Físicos: Manutenção por setores, prédio conservado, equipamentos disponíveis aos professores e alunos, jardinagem, pomar científico, laboratórios, auditório, computadores e manutenção das carteiras todos os anos.
Capacitação e Aplicação de recursos financeiros: As verbas disponíveis para gerenciar a instituição vem do Fundo rotativo, PDDE, cooperativa escolar administrada pela APMF (com caixa registradora para entrada de dinheiro da cooperativa (cantina, xérox, doações voluntárias)).
Aplicação discutida em reunião ordinária do Conselho Escolar e da APNF, realizada em prol do aluno em melhorias do espaço físico e material didático como obras de literatura, aparelhos tecnológicos e materiais esportivos.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:
Excursão com os alunos;
Comunicação e divulgação no jornal da região: Grêmio Estudantil, posse e atividades desenvolvidas; Palestra sobre doação de sangue; Curso de capacitação para monitores de informática; Família na escola; Mostra cultural e fototerapia,
Gincanas envolvendo danças, atividades esportivas, tarefas culturais e outras;
Palestra com os alunos, usando datashow, vídeo, TV, DVD;
Reunião com professores, pais e APMF, usando as mídias;
Confraternização com som ambiente e momentos de reflexão usando as mídias;
Ações sociais – campanhas para doação de roupas e alimentos.
BIBLIOGRAFIA
ANDRÉ, M.E.D.A, Etnografia da Prática Escolar, São Paulo, Papirus, 2003
BARROS, Aidil Jesus da Silveira e LEHFELD Neide Aparecida de Souza. Fundamentos de Metodologia Científica. 2ª Ed. ampliada São Paulo 2000.
Diretrizes Curriculares de Matemática –Ensino Médio
FERRETI, C,J; ZIBAS,D.M.L; MADEIRA, F.R; FRANCO,M.L(Org) Novas tecnologias, trabalho e Educação: um debate multidisciplinar
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HOUZEL, S.H., O Cérebro Nosso de Cada Dia e Sexo, Drogas, Rock'n'Roll... & Chocolate Ed. Vieira e Lent, 2002 e 2003
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