Discussão:Página principal

Origem: Wiki EscolaBR, a enciclopédia livre.

                              Leitura e escrita na era Tecnológica 
                                                       INDAIÁ CARNEIRO LIMA LEAL
                                                       JUSSARA ALVES SOARES

Resumo Este artigo tenciona abordar algumas práticas relacionadas às novas formas de ler, de escrever e, portanto, de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode registrar seu pensamento de forma distinta daquele do texto manuscrito ou mesmo digitado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar o que se escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como conseqüência, a um pensar diferente.

Palavras-chave: Leitura; Escrita; Tecnologia

Leitura e escrita na era tecnológica

O presente artigo propõe abordar alguns pontos que dizem respeito à revolução tecnológica na sala de aula. No mundo em que vivemos a informática modifica o olhar e o modo de agir sobre os fatos do cotidiano e revelam novas posturas com relação ao processo educacional e, consequentemente a leitura e escrita. Graças à Internet, o uso do computador se torna cada vez mais ativo em nossa sociedade, o que leva os indivíduos a repensarem seu papel diante das transformações sociais. Assim, a educação passa a ser influenciada e, conseqüentemente, precisa redirecionar seu foco de atenção, já que o processo de aquisição do conhecimento e da linguagem perpassa a sociedade e a escola de maneira inquestionável. Dessa forma, vivenciamos a era digital, uma nova atualização das formas de leitura e escrita. É nesse contexto em que se ampliam as formas de acesso ao texto, as possibilidades de "ser" desse texto, que melhor se adeque o termo "revolução". Os protagonistas dessa nova viragem no processo desenvolvimentista ainda são os mesmos da era manuscrita: homens, dispositivos técnicos, aliados a um ingrediente fundamental: o imparável processo de significação e ressignificação da realidade. O texto virtual é, assim, uma imensa teia de possibilidades, dependentes unicamente dos interesses e usos particulares de cada indivíduo. De novo se estabelece o espaço para a leitura coletiva, dispositivos técnicos emprestam à palavra escrita o som da fala. Configura-se assim, a síntese complexa e complementar entre as múltiplas formas de comunicação. A oralidade reencontra novo lugar dentro de uma resolução técnica, duplicam-se as possibilidades de reprodução do texto impresso em papel, diante da tela, o leitor do texto digital sobrevoa por entre cascatas de sentidos, restabelece fios e conexões entre nós e nós de significação, cria ele próprio suas vias de tráfego por essa imensa rodovia cibernética que não pára de crescer. Já que, na era da informática, cada indivíduo escolhe e estabelece suas vias de tráfego, desfaz redes antigas e refaz novos caminhos, separações, lugares remotos de onde transporta pacotes e mais pacotes de informação. Como postula a Revista Pátio (2005, p. 23) “ Esperamos que a internet estimule a leitura [...] Além disso, a internet abriu muitos outros recursos para acesso a material impresso e a outros materiais que requerem leitura” [...]

Mas não é somente a comunicação oral que aparece revalorizada na era da tecnologia. O texto escrito, com os dispositivos técnicos de impressão, ganhou em quantidade e em qualidade gráfica. Nunca se publicou tanto no mundo como nas últimas décadas. A realidade cotidiana tem posto por terra as visões alarmistas que a cada invento preconiza o fim de uma modalidade anterior de informação e de comunicação. A Revista Escola diz (2006, p. 34), 

A garotada se sente estimulada a pesquisar, ler e escrever melhor com o bate-papo e uma farta produção de textos publicados em blogs [...] que permite aos usuários colocar conteúdo na rede e interagir com outros internautas, enriquecendo os relatos com links, fotos, ilustrações e sons. Porém não basta salientar unicamente as facilidades e os benefícios desse novo campo tecnológico, sob o risco de cairmos naquela visão de que os dispositivos das TIC’s são a panacéia para todos os problemas do homem contemporâneo. O processo de informatização de quase todas as esferas da sociedade e, em especial: o sistema educacional, ainda que recentíssimo, envolve também uma série de conflitos e tensões, exibe uma flagrante desigualdade entre os que já acumularam um imenso capital cultural e aqueles que estão completamente à margem desse processo.

            Considero as TICs como uma ferramenta eficiente na sala de aula para o desenvolvimento da leitura, da escrita e das atividades, já que, atualmente, a demanda fundamental para aprender, trabalhar e viver na sociedade da informação é o acesso a tecnologia. Sendo assim, a escola tem por obrigação a formar cidadãos para o mundo globalizado e em constantes mudanças, não poderia ficar alheia as tecnologias. 
A escola requer uma organização flexível e criativa que intercambie os alunos ao mundo da informação em tempo real. Já que os desafios oriundos da sociedade da informação requerem, entre outras mudanças uma redefinição das habilidades básicas a serem aprendidas ou desenvolvidas pelos alunos para que possam enfrentar essas demandas, como a capacidade de manejo da informação quanto habilidade de melhoria do processo de pesquisa e de aprender a aprender. 

Dessa forma, a Informática na educação vem trazendo novas perspectivas para a sala de aula no intuito de promover a formação do homem e a sua inserção nesta sociedade. Acredita-se que a utilização dessas tecnologias no contexto educacional poderá contribuir de forma significativa para esse processo, cujo resultado será uma aprendizagem mais eficiente, profunda, abrangente, confortável, motivada e agradável. Naturalmente, as TIC’s não darão sozinha conta dessa mudança, mas poderá significar um grande passo. Ela vem possibilitando, a criação de um amplo espaço para a reflexão, e suscitando um novo paradigma educacional. Assim, os aprendentes devem estar preparados para a mudança e a adaptação as novas situações a fim de enfrentarem as transformações requeridas. Enquanto, nós, educadores, devemos estar dispostos a mudar a fim de enfrentarmos a diversidade dos alunos e adaptarmos a nossa metodologia de ensino aos recursos tecnológicos por meio de projetos pedagógicos, como também, a administração deve estar aberta às mudanças e à modificação de sua estrutura global. A Revista Escola afirma que (2006, p. 34): [...] só há ganho em aprendizado se os professores desempenharem seu papel de mediadores, isto é, se acompanham e sugerem atividades, ajudam a solucionar dúvidas e estimulam a busca de novos conhecimentos. [...] Enfim, cursos como o que ora desenvolvemos são de extrema importância, pois possibilitam relativizar concepções mais simplistas sobre as complexas relações entre a escrita a leitura e os denominados novos meios tecnológicos. Ao mesmo tempo, nos aproximam do universo dos jovens, valorizando-o e contribuindo de maneira mais ampla para a nossa compreensão. O conhecimento, de sua organização, de suas regras e de seu funcionamento, amplia nosso conhecimento sobre o papel da imagem das novas tecnologias na experiência de nossos alunos, favorecendo o conhecimento de suas práticas culturais, sem o qual será muito difícil pensar em estabelecer qualquer tipo de ponte entre professores/escola e alunos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BACCEGA, Maria A. Televisão e Escola: uma mediação possível? São Paulo: Senac, 2003. MENEZES, Débora. Tecnologia ao alcance de todos. Revista Nova Escola. nº 195, p. 34set. 2006. SANCHO, Juana Maria. Da fascinação ao desconcerto a integração da informática na escola. Pátio Revista Pedagógica. nº 22 , p . 27, jul/ago. 2002. Moran, José Manuel. As Mídias na Educação. WWW. Google.com.br, acesso em outubro, 2008.

nova página para teste

eu na net

Personal tools